O Dia de não Partir nunca…

 Mal abrimos a goela para a vida
 Um rótulo se cola em nós:
 - Bebé…
 O bebé cresce, aprende, revela-se
 A sociedade acompanha-o
 A família protege-o, ensina-o
 Depois outro rótulo se lhe aplica:
 - Criança ...
 E vem o Dia da Criança
 Os direitos da criança
 A escola da criança
 As atividades da criança
 O mimo da criança
 Ora dado em demasia
 Ora completamente esquecido.
 A seguir:
- Adolescência ...
 Aí é o “não sei que lhe fazer”
 É a preocupação do saber crescer
 É a criação do adulto que há ser
 É o futuro a começar
 O futuro, que futuro?
- Adulto...
 O futuro que há de durar 
 Momento de tomar consciência
 De depender só de si
 De construir sua vida
 Labutando, transformando, melhorando
 A sociedade em que se insere.
 A adultez  tem princípio
 E terá fim? 
 Durante os anos passados 
 Criámos experiência
 Vivemos com o prazer e a tristeza
 E o tempo passou, a conquista fez-se
 Vivemos os sonhos, as frustrações
 Os amores e os desamores
 Vivemos e vimos viver.
 E agora chegados ao limite final
 Procuramos sem cessar a fuga à solidão
 Procuramos o que ficou por fazer
 Procuramos o carinho e o aconchego
 Procuramos o infinito
 Sendo que o infinito é finito
 E o limite…
 “O dia de não partir nunca.” 

Maria João Leitner

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