O Trabalho

José Carlos Ary dos Santos (1937 – 1984)Neste dia do trabalhador, um soneto do grande poeta que foi Ary dos santos,

                    Das prensas dos martelos das bigornas
                     das foices dos arados das charruas
                     das alfaias dos cascos das dornas
                     é que nasce a canção que anda nas ruas.
-
                     Um povo não é livre em águas mornas
                     não se abre a liberdade com gazuas
                     á força do teu braço é que transformas
                     as fábricas e as terras que são tuas
-
                     Abre os olhos e vê. Sê vigilante
                     a reacção não passará diante
                     do teu punho fechado contra o medo.
-
                     Levanta-te meu povo. Não é tarde.
                     Agora é que o mar canta é que o sol arde
                     pois quando o povo acorda é sempre cedo.


Este poema tem toda a actualidade. Foi retirado do livro 
"Vinte anos de poesia" de José Carlos Ary dos Santos

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