Naquela tarde de Setembro

Naquela tarde de Setembro,
Ouviam-se os sons ruidosos,
Eram águias brancas lembro
Com seus portes majestosos.

Pela estrada onde eu seguia,
Pouco depois de uma curva,
Eis que surge uma cria
Pequenina perdida da reserva.

Saí; mas ao sair não consegui.
Muito nova apesar do seu tamanho
Tocar-lhe e entrega-la foi estranho
De súbito foi subindo e eu prossegui.

Na descida da encosta
E no crepúsculo da tarde
Eis que fico sem resposta:
Um pôr de sol na sua majestade.

Graça Ferreira

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