FLORBELA ESPANCA – poetisa portuguesa

sem nomeNascida  em 1894 na Vila Viçosa (Alentejo), batizada como: Flor Bela Lobo, e que opta por autonomear-se: Florbela d’Alma da Conceição Espanca. Em 1936 veio a cometer suicídio.

Florbela foi autora de: sonetos e contos importantes na Literatura de Portugal.

Em 1903, com sete anos começou a escrever seus primeiros textos e assinar: “Flor d’Alma da Conceição”. Nesse mesmo ano escreveu a “Vida e a Morte” seu primeiro poema, já mostrando sua opção por textos amargos.

Em 1919 lançou o “Livro de Mágoas”, parte de sua inspiração veio de sua vida tumultuada, inquieta e sofrida pela rejeição do pai.

Sua linguagem está situada nas suas próprias frustrações e anseios, características encontradas no poema “EU”.

 

Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida …

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…

Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber por que…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

Em 1923, publica “Livro do Sóror Saudade”.

Em 1927, sua vida é marcada pela morte do irmão, em um acidente de avião, fato que a levou a tentar o suicídio. A morte precoce do irmão lhe inspirou a escrever “AS MASCARAS DO DESTINO”.

 

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