Á luz do teu corpo

À luz da lua o teu corpo.
O côncavo nas profundezas do mar,
uma vela a demandar o círculo:
acesa,
dentro.
Aqui,
no espelho das águas o reflexo do possível,
erguido.
Que loucura mais incrível
ousar viver na certeza do impossível.
Aí, dentro do real,
em poesia o convexo menstruado
arde.
Em equação o poema desenhado,
o acto do que por pudor omitimos.

António Alves
07/11/2019

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