“Terra”. Francisco Joaquim Bingre

 

jco. joaquim bingre

Francisco Joaquim Bingre, poeta pre-romántico portugués, elexín este soneto, sencillamente porque me gustou moito, paréceme un fermoso canto dedicado á Terra e á Natureza

 

Terra
Ó Terra, amável mãe da Natureza!
Fecunda em produções de imensos entes,
Criadora das próvidas sementes
Que abastam toda a tua redondeza!

Teu amor sem igual, sem par fineza,
Teus maternais efeitos providentes
Dão vida aos seres todos existentes,
Dão brio, dão vigor, dão fortaleza.

Tu rasgas do teu corpo as grossas veias
E as cristalinas fontes de água pura
Tens, para a nossa sede, sempre cheias.

Tu, na vida e na morte, com ternura
Amas os filhos teus, tu te recreias
Em lhes dar, no teu seio, a sepultura.

Francisco Joaquim Bingre, in ‘Sonetos’

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