Enigma Humano

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Hoje transcrevo poema de Livro 8 (ainda de ENIGMA HUMANO). É-me sempre bom reler e “abrir portas do surpreender-me” com o que fui poemizando ao longo dos anos (neste caso aquando ainda jovem).
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A LUZ CLARIFICANTE

Inteiros dias,
É de manhã com névoa
Que cedo me levanto,
E inteiras noites,
É já em tanta tempestade
Que tarde eu me deito.

É nestes dias,
É nestas noites,
É que recende mais então

O escuro pó que sou completo
De barro assim humedecido,
Que sinto que esboroa.

E como nestes dias
E nestas noites,
Tão bom seria

Que a luz real por fora
Me desse um mínimo,
Para reencontrar
E ver segura e límpida
A fonte criadora
De água originária
Onde eu pudesse reamassar
E refazer inesboroável,
Este meu pó
Agora se desfazendo!…

É nestes dias,
É nestas noites,
Também às vezes
Que eu me pergunto,

Quem eu seria
E como ainda homem
Depois me sentiria,

Se em vez de ver jorrar
Brilhar de mim por dentro
A luz clarificante e bela
Que só eu próprio a acendo,

Fosse outra luz qualquer
Que vinda não sei donde,
De fora a recebesse

E que focantemente incidente
E sem ficarem dúvidas,
Me desse a ver desconhecida
Real a fonte que a procuro.

Eu me pergunto
Se água desta fonte assim,
Água seria clara e límpida

Como é por dentro a água
De tão por mim sonhada
E fora nunca encontrada,
A minha fonte!?…

Eu me pergunto
E quase, quase tenho pronta
Já a resposta

JVC (ENIGMA HUMANO – Livro 8)

MARIA CORREIA (https://www.facebook.com/search/top/?q=maria%20correia)

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