“Green God”- Eugénio de Andrade

Meugenio_andrade

Eugénio de AndradeFundão 1923- Porto 2005) é unha das voces mais relevantes da lírica portuguesa do século XX.

Green God, do seu libro “As maos e os frutos” (1948), é un dos seus poemas mais coñecidos.

Green God ( Green Man) é un deus celta das florestas e das plantas que se atopa representado en capiteis e outras decoracións de templos europeos, en Galicia temos varios exemplos.

Green God

Trazia consigo a graça
das fontes, quando anoitece.
Era o corpo como um rio
em sereno desafio
com as margens, quando desce.
Andava como quem passa,
sem ter tempo de parar.
Ervas nasciam dos passos,
cresciam troncos dos braços
quando os erguia no ar.
Sorria como quem dança.
E desfolhava ao dançar
o corpo, que lhe tremia
num ritmo que ele sabia
que os deuses devem usar.
E seguia o seu caminho,
porque era um deus que passava.
Alheio a tudo o que via,
enleado na melodia
de uma flauta que tocava.

Este poema está interpretado por Luís Cilía (1980) e por Uxía Senlle (1995).

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