“Um poema quântico”. Flávio Cruz

Um poema quântico

Há poemas sobre a vida,
há poemas sobre o amor,
sobre o infinito, sobre a alma,
e até sobre coisas banais,
há poemas também.
Há os que falam de dor,
de ironia, de coragem
e até sobre o humor.
Queria agora, entretanto,
fazer um poema diferente,
ousado, intenso, único,
sobre os átomos vibrantes,
pode você acreditar?
Um poema sobre a Ciência!
Pois é, é isso mesmo.
Penso nas partículas,
subpartículas, invisíveis,
independentes, pendentes,
pendendo no vazio do ar.
Vibrantes, arrogantes
em campos quânticos,
exuberantes a bailar:
quarks, bósons, prótons,
elétrons, pósitrons?
Doidas, incoerentes,
não são elas, agora,
a essência da vida?
Não é galante
essa dança cósmica que,
com graça nuclear,
rara, bela, singular,
elas teimam em dançar?
Não são elas,
nada mais, nada menos
que a própria essência
desse meu poetar?

Flávio Cruz

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